segunda-feira, junho 05, 2006

R & S

Prefácio por Adriana Oliveira, de novo com um motivo para viver
Todos passamos por momentos na vida em que procuramos "the special one"; se não soubermos falar inglês, aí procuramos algo especial, procuramos um próximo que nos faça sentir "superiores". Será que o The One é algo único ou é simplesmente algo que não foi explorado e para sempre nos prende a imaginação? Diana Magalhães explora estas noções, ou noções mais ou menos parecidas...
Talvez estejamos perante o Recrutamento e Selecção das nossas vidas.
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Não sei... às vezes sinto-me simplesmente sozinha de mais... sinto que está na altura de ter alguém ao meu lado... Parece que toda a gente tem alguém, menos eu...
Eu preciso de alguém que me saiba entrar nos pensamentos, que não me dê menos atenção do que a que julgo merecer e que saiba parar os meus filmes de uma forma inteligente...
Recrutamento:
Não há nada que me meta mais nojo do que o cafézinho da praxe. Ultimamente, é só nojo.
Conversas de bêbedos só me dizem algo, na medida em que fico a saber o que não devo valorizar na manhã seguinte.
Gosto do acaso. Não há forma mais saborosa de encontrar o que se procura.
Selecção:
- Tu gostas dele?
- Quando estou com ele é fixe, mas...
- Tu gostas dele?
- Ele simplesmente não sabe quem eu sou...
- Tu gostas dele?
- Eu sei lá o que ele faz por lá...
- Tu gostas dele?
- Gosto, mas...
Os nossos amigos seleccionam por nós. A proximidade selecciona por nós. As fatalidades seleccionam por nós. O destino poderá seleccionar por nós. O álcool escolhe por nós. O tempo escolhe por nós. O Amorrr vai escolher por nós. O medo escolhe por nós.
A recusa:
Eu não posso estar contigo, eu não consigo.
Neste momento, não quero estar com ninguém.
És oferecido, agressivo e a tua atitude não me poderia afastar mais.
Um amigo não é um namorado. Gostamos mais de quem está mais perto. Quando estamos tristes e carentes, achamos que temos menos a perder. Pode-se fugir ao tal destino? O dia e a sobriedade mostram-nos sempre alguém mais frio e menos especial (à luz, não vai existir nada). Às vezes, é tarde demais. A perfeição do amor faz com que tudo possa correr mal. O medo faz todo o trabalho e tudo fica mais "fácil".
A Admissão:
Depende do contrato.
Começa-se naquela, passa-se 5 minutos com aquele-que-sempre-quisemos, troca-se um beijo ou dois com uma paixoneta, vê-se ao longe o nosso amor da adolescência, vamos ficando cada vez mais próximos de alguém por quem não nos sentimos minimamente atraídos, perdemos um ex-namorado e agora ele nem nos fala, livramo-nos do peso na consciência de ter um namoro, tomamos ocasionalmente café com um bom conversador.
Com qual é que vamos acabar?

3 comments:

Anonymous Anónimo said...

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08 junho, 2006 14:47  
Anonymous andré said...

efémera

14 junho, 2006 10:30  
Anonymous Anónimo said...

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22 julho, 2006 15:48  

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